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domingo, 16 de dezembro de 2007

SUBVERSIVO.

Encontro-me em um momento da vida, em que acredito que ser cidadão é ir contra o bom-senso, o bem coletivo e uma vida digna. Os motivos que me levaram a tal conclusão serão explicitados neste texto.
Se formos analisar, a muito tempo que vivemos em um mundo de notícias sobre nosso país, que em uma análise pragmática, nada nos dizem. Mudamos sistemas, políticos, fizemos passeatas, mas no final das contas, ainda estamos na mesma, ou quem sabe, até pior.
Uns poucos iludidos podem culpar nossas relações diplomáticas com países desenvolvidos, como forma de esconder nossa responsabilidade neste “pandemônio” que é o nosso país, mas esta seria uma análise poluída com nosso sentimento cretino de “...eu não fiz isso...”, o sentimento de assumir a culpa, dá a vez ao de se resignar com a dor e achar um culpado externo.
A responsabilidade sobre tudo isso é nossa, pois ao tentarmos ser cidadãos, estamos mantendo toda essa imundície que assistimos em nossos jornais para “sequelados” de todos os dias. Pense bem: Você paga seus impostos achando que esse dinheiro vai para saúde, educação e outras necessidades essenciais de uma população. Mas, se você tivesse dinheiro, estudaria em escolas particulares, não usaria hospitais públicos, nem qualquer outro serviço oriundo do estado.
Por quê disso?? Simples, por que o imposto que você paga (e temos uma das cargas tributárias mais pesadas do mundo!) não é destinado a este fim. Ele serve para mostrar a um punhado de pessoas que se pode ficar milionário sendo um político neste país. Logo, você cidadão, sustenta e mantém a corrupção ao pagar imposto. Deveria comprar produtos de contrabando (que deveria chamar-se, ao invés de “mercado negro”, “mercado democrático”), pois assim, não estaria colaborando para que estes velhos “abutres” ficassem mais ricos.
Vemos em períodos eleitorais, campanhas a favor do voto, como sendo este um ato cidadão, mas se realmente este fosse um ato cidadão, não haveria a necessidade de sermos punidos ao não votar. E outra, ali está a possibilidade que você tem de escolher o pilantra que vai te roubar. Você, indignado, deve estar pensado “...não é assim, podemos não votar nos pilantras...” mas se esquece que existe uma pré-seleção de candidatos feita pelos partidos, cujo o quesito é: “ser economicamente viável”, e para ser economicamente viável, é preciso ser populista e corruptível. Você não vota em quem quiser, vota em quem eles aceitam que votes, que na maioria esmagadora das vezes são: “PILANTRAS”.
Logo meu amigo, ser CIDADÃO na óptica do estado, é ser SUBVERSIVO com relação a si mesmo.



Hilário Lima.

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